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Se procurar bem você acaba achando
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Carlos Drummond de Andrade.



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Rio Claro, SP, Brazil
TEREZA CRISTINA BATTISTON,brasileira, psicóloga graduada pela Puc de Campinas em 1974, CRP-06/2050. Gosto de música e poesia, amo Saude Mental. Este sentir é o que apresento aos que procuram encontrar-se emocional, afetiva e psicológicamente. Sou psicoterapeuta de adolescentes e familiares, adultos e casais.

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19/07/2011

Bullying

"QUANDO UMA PIADA PERDE A GRAÇA?"
"R - QUANDO MAGOA ALGUÉM."


            Assim respondeu Luiz Fernando Veríssimo, autor d´O Analista de Bagé e mil outras páginas lidas, comentadas, elogiadas.Como êle é considerado um autor engraçado, a pergunta foi pertinente.
           Hoje o termo " bullying" designa ações que existem há décadas. Talvez desde sempre. Pessoas mais fortes, fazendo prevalecer força física contra as mais fracas.Pessoas mais extrovertidas, fazendo prevalecer a falta de inibição, sobre a timidez de outras. Apelidos bizarros, brincadeiras(de gosto duvidoso) repetidas, ameaças...tudo quanto promove vergonha, dor e fuga nas pessoas, caracteriza via de regra, o "bullying".O sofrimento das crianças vítimas dessa forma de atormentar o próximo, nas escolas, é terrível. Paralelamente ao que enfrenta no ambiente escolar, precisa muitas vezes esconder em casa o que se passa.Ainda existem  pais, que dizem aos filhos que tudo quanto acontece lá fora, como briga por exemplo, deve ser resolvido lá fora. Muitos são os pais que falam, que se o filho apanhar e não revidar, vai apanhar mais quando chegar em casa.Essa rotina é antiga.
            Como encarar o problema? Como detectar, quando algo vai mal?
            O pai e a mãe sabem geralmente, quais as atitudes costumeiras dos filhos. Quando algo sai do habitual, é bom chamar para uma conversa. Estamos vivendo num tempo muito estranho, diferente de tudo quanto poderíamos prever, há não muito tempo atrás. Parece que muitos fatores escapam ao controle humano, isso é amedrontador. Quando os pais têm como tarefa, a educação de seus filhos,crianças ou adolescentes, a atenção precisa ser redobrada.São muitos os percalços, que hoje os menores precisam enfrentar.Se o filho(a) chega cabisbaixo, ou com a roupa suja como quem brigou, ou com algum machucado, é hora sim de conversar.Cuidadosamente, com jeito, saber o que está havendo no ambiente escolar.Ou na vizinhança,ou a caminho da escola...
            Se os fatos ocorrem na escola, a criança pode chegar à evitação de mais situações dolorosas, querendo faltar às aulas.Será que a professora está percebendo o que acontece?Vamos nos lembrar, de que no Brasil as escolas estaduais podem ter  até 40 alunos.É muita gente, não? Será que a professora dá conta de perceber as individualidades?É um caso para se pensar......
            E a diretora, será que já foi avisada de que um grupo na escola que dirige, está praticando "bullying"? E o que se esconde, sorrateiramente, atrás dessa prática cruel?Esta pergunta também precisa ser feita, e o alerta para os pais que notam o filho chegar da escola relatando, triunfantemente, como o amiguinho ficou envergonhado, "que mané, precisavam ver"...Essa criança que tem os olhos brilhantes para relatar uma maldade, também precisa ser olhada cuidadosamente.A satisfação que tem ao praticar atos cruéis, não pode ser considerada como algo "normal", dentro do que se considera parâmetros de normalidade em comportamente e saude mental.
            Tanto quanto os pais da vítima de "bullying" precisarão de ajuda profissional, para que sua criança ou adolescente encare e supere o problema, evitando transtornos posteriores, os pais da criança ou adolescente que pratica o "bullying" terão necessidade de percorrer o mesmo caminho.Talvez seja bem mais dolorido saber que o filho faz sofrer, do que saber que foi alvo de atos que o fizeram sofrer.É  quase sempre com perplexidade, que os pais recebem a notícia de que o filho fez algo maldoso, deliberadamente.Com a intenção pura e simples, de provocar sofrimento em outrem, achando graça, orgulhando-se do feito.
            Existem atitudes que parecem inexplicáveis nos seres humanos.Mas sempre têm quando não um agente motivador,emergente, um indicativo do caminho mais provável a ser seguido, para tentar ... pelo menos tentar, minimizar efeitos posteriores.Tôda ajuda profissional deve ser procurada sem hesitação, sem pudores.Algumas situações, como esta por exemplo, são mais urgentes que longos tempos de planejamentos familiares.

                                                               Tereza Cristina Battiston
                                                                Julho/2011
           

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